segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Policiais apoiam viúva em missa de sargento morto em Santos Cerimônia contou com forte esquema de segurança.

A missa de sétimo dia em homenagem ao sargento Marcelo Fukuhara, morto no último domingo (7), em Santos, no litoral de São Paulo, foi realizada na noite deste domingo (14). A cerimônia contou com forte esquema de segurança e, muitos policiais compareceram para apoiar a viúva Rosana Alves Gonçalves. Após a missa, centenas de pessoas participaram de uma passeata pela orla da praia.
Após missa, centenas de pessoas participaram de passeata.
Amparada por familiares, Rosana chegou à Igreja Sagrado Coração de Jesus muito emocionada e, pediu para que o caso não seja esquecido. “Meu marido já está morto, sabe quem matou meu marido? Quem não protegeu ele. Não foram os bandidos, porque bandido mata todo mundo. Eu quero a proteção que não deram para ele, cadê a escolta mentirosa que falaram do meu marido? É só isso que eu quero, e eu quero que vocês não esqueçam dele, cobrem justiça”, desabafou a viúva.
Já o tenente coronel da Polícia Militar Flávio de Brito Junior, afirmou que Fukuhara tinha escolta policial. "Fiz questão de vir porque ele era um grande amigo. Mas o estado e a Polícia Militar estão fazendo um trabalho sério e vamos chegar aos culpados. Além de ser policial, ele era um ser humano. O estado está fazendo o seu trabalho, junto com a secretaria de segurança pública e a Policia Militar e Civil. Ele tinha acompanhamento policial sim, já está resolvido, tanto por parte da família quanto por parte da polícia", afirma o tenente coronel.
Cerca de cinco viaturas e dez motos da Polícia Militar cercaram a entrada da igreja. Na porta, faixas com protestos e, pedidos de paz e segurança aos policias foram penduradas. Para o vice-presidente do sindicato da Polícia Civil da Baixada Santista, Márcio de Almeida Pino, atualmente há um descaso com a segurança pública. “A gente já previa isso, estávamos há mais de um ano anunciando que poderiam ocorrer novos ataques, e nenhuma providência foi tomada. A segurança pública está um descaso no estado de São Paulo, estamos vendo os colegas morrerem. O caso que está é de calamidade”, afirma o policial.
O irmão da vítima fez um discurso durante a missa, onde ressaltou as qualidades de Fukuhara e lamentou o acontecido. “Foi muito brutal e covarde a morte dele, só não gostava dele as pessoas que realmente não estavam em um caminho legal”, afirma o irmão.
Com o fim da cerimônia, centenas de pessoas acompanharam a família da vítima em uma passeata que prosseguiu até o 6º Batalhão da Polícia Militar. Munidos de faixas e vestindo branco, os participantes e a viúva do sargento convidavam a população para participar do ato pela paz.
Extraido do Facebook 
Conte Lopes / Foto: Admiradores Rota.
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