quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Russomanno é entrevistado pelo SPTV

O candidato à Prefeitura de São PauloCelso Russomano, do PRB, foi entrevistado ao vivo nesta quinta-feira (20) no SPTV pelo apresentador César Tralli.  Na sexta-feira (21), a entrevistada será Soninha Francine e, no sábado (22), Fernando Haddad (PT).
Na segunda-feira (17), o entrevistado foi Gabriel Chalita, do PMDB, e na terça-feira (18), José Serra, do PSDB. Paulinho da Força, do PDT, foi entrevistado na quarta-feira (19).
A ordem da série de entrevistas foi definida em sorteio.

Veja entrevista com o candidato do PRB à Prefeitura de São Paulo.
Na sexta (21), a entrevistada será Soninha e, no sábado, Haddad.


http://g1.globo.com/sao-paulo/eleicoes/2012/noticia/2012/09/russomanno-do-prb-e-entrevistado-pelo-sptv.html
Leia a Transcrição da entrevista.
César Tralli – Candidato, boa tarde.
Celso Russomanno – Boa tarde.
César Tralli – Candidato, o presidente nacional do seu partido, PRB, é bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus e coordenador da sua campanha. O presidente estadual do PRB é pastor licenciado da Universal e integra o comando da sua campanha e o presidente municipal do PRB também é membro da Universal e também faz parte da direção da sua campanha. Se o senhor for eleito, vai seguir orientação da Igreja Universal do Reino de Deus para administrar São Paulo?
Celso Russomanno – De jeito nenhum. Eu sou uma pessoa. Eu sou católico. Não existe comando. Nós estamos num estado laico, né? Não existe interferência da Igreja na administração pública e não deve existir inclusive nas campanhas. Mas o meu vice é católico, o coordenador da minha campanha é católico. Eu tenho pessoas na minha campanha, na coordenação, que são ateus; eu tenho pessoas que são muçulmanos na coordenação da minha campanha; eu tenho na minha campanha outras pessoas que são judeus; eu tenho presbiterianos; eu tenho evangélicos de vários outros segmentos. Não existe isso. Eu não sei até por que que estão levando para o lado religioso essa questão. No meu partido, 80% dos membros são católicos, 20% dos membros são evangélicos. Dos 20%, só seis são da Igreja Universal. É triste ver isso daí sendo conduzido desse jeito. Eu quero fazer as coisas pela cidade de São Paulo. E eu vou, como eu tenho dito, eu não vou perseguir nenhuma Igreja. Eu respeito todas e todas elas serão acolhidas para que seja o melhor, para que sejam regularizadas, para que tenham seus templos da maneira certa, do candomblé, passando pela umbanda chegando aos muçulmanos: todos serão respeitados.
César Tralli Agora, candidato, a sua campanha foi acusada de usar a estrutura da Igreja Universal com reunião de militantes e cabos eleitorais em templo, obreiros distribuindo santinhos. O senhor sabe que isso é crime eleitoral. Isso não preocupa o senhor?
Celso Russomanno Bom, foi acusada César, não se provou isso. Acusações tem um monte durante a campanha. Por sinal, estou sendo vítima de uma quantidade imensa de ataques, inclusive pela internet. Agora, quem me conhece, me conhece há 22 anos fazendo defesa do consumidor, lutando pelas pessoas, andando nas ruas no dia a dia. Eu não ando nas ruas na campanha. Eu ando todos os dias. Eu conheço os problemas da cidade e sei como resolvê-los. E tenho dito isso durante a campanha. Então, esse tipo de coisa, esses ataques vão continuar e é claro que o eleitor sabe distinguir o certo do errado.
César Tralli O senhor se diz católico, né?. Agora, a igreja católica tem criticado muito o senhor, porque diz que o senhor está totalmente vinculado à Igreja Universal do Reino de Deus.
Celso Russomanno – César, posso te pedir um favor?
César Tralli  Isso não constrange o senhor?
Celso Russomanno - Posso te pedir um favor? Vamos falar sobre São Paulo? Vamos discutir os problemas de São Paulo? Vamos parar de discutir religião, porque não convence ninguém, não leva a nada. A gente tem que discutir os problemas da cidade, os eleitores. A gente deve respeito aos eleitores. E eles estão esperando da gente, que a gente fale sobre a cidade. Não ficar falando sobre religião. Agora, só para encerrar o que você me colocou, hoje Dom Fernando, da igreja católica, da região Sul da Igreja Católica, segue em minha defesa, ele me conhece. Ele sabe há quantos anos. Eu não me digo católico, eu não preciso me dizer católico. Eu sou o que sou. Todas as pessoas me conhecem há muitos anos. Eu queria discutir, por favor, vamos falar sobre São Paulo agora, vamos, por favor.
César Tralli – Candidato, só peço a sua licença para dizer que os apoios, a história do candidato, as propostas são extremamente importantes para que o eleitor faça a sua convicção em relação ao momento de votar.
Celso Russomanno – César, vamos agora falar sobre São Paulo?
César Tralli  Eu queria fazer uma pergunta para o senhor.
Celso Russomanno – Podemos? Podemos falar sobre a cidade de São Paulo? Sobre os problemas que a cidade tem? Vamos falar sobre. Peraí, César.
César Tralli  Vamos falar só sobre uma questão que é relacionada a...
Celso Russomanno –  Se for sobre São Paulo eu quero falar. Eu quero falar sobre saúde, que está abandonada na cidade de São Paulo. Eu quero falar que eu vou tratar as pessoas na prevenção, que eu vou diminuir o custo da saúde quando a gente tratar ambulatoriamente as pessoas, que a gente vai pagar melhor os médicos da cidade de São Paulo, os profissionais de saúde, para que eles cheguem na ponta, para que as pessoas sejam atendidas. Eu quero falar sobre educação, que é de péssima qualidade. Que infelizmente o que nós estamos vendo é que a progressão continuada se transformou numa promoção automática e os alunos não estão aprendendo, e os pais estão sentindo isso, estão revoltados com isso. Que as crianças e os jovens não têm lazer na periferia. De que eles são abandonados.
César Tralli  Candidato?
Celso Russomanno – Deixa eu terminar? Posso terminar? Posso terminar? Eles estão abandonados..
César Tralli – É que senão não é entrevista, senão vira programa eleitoral. Nós estamos aqui para fazer uma entrevista.
Celso Russomanno – Mas não é um programa eleitoral, o problema é que a gente aqui fica discutindo. Você é tão jornalista quanto eu e começamos juntos.
César Tralli – A gente está discutindo a história, né, candidato?
Celso Russomanno – Não, nós estamos discutindo a cidade de São Paulo.
César Tralli – Eu só quero discutir questões relacionadas também à sua história.
Celso Russomanno – Eu vim aqui para falar sobre São Paulo.
César Tralli - Se o senhor me permite, eu queria fazer uma pergunta para o senhor que é a seguinte: no mês passado, o senhor assinou um acordo para pagar uma indenização de R$ 205 mil a uma ex-funcionária. Essa ex-funcionária acusava o senhor, entre outras coisas, de bancar o salário dela com dinheiro público. Ela diz que trabalhou, foi contratada pelo senhor na Câmara Federal, mas que nunca trabalhou para o seu mandato na Câmara, e que recebia para trabalhar aqui em São Paulo, sem nunca ter prestado serviço para o senhor como deputado federal. Esse acordo, o senhor assinou e pagou R$ 205 mil de indenização. É uma confissão de culpa do senhor? 
Celso Russomanno – César, isso é uma questão que já transitou em julgada, acabou na Justiça, está arquivado.
César Tralli - Não, isso é do mês passado, candidato, isso é de 8 de agosto agora, é recente.
Celso Russomanno – César, vamos falar de São Paulo, porque isso não acrescenta nada. Você está trazendo para a discussão uma questão trabalhista, que não foi provada. No papel aceita tudo. Tudo em época de eleição você pode escrever, agora o que que é verdade?
César Tralli - Mas por que o senhor pagou o acordo, então?
Celso Russomanno – Eu paguei acordo, não, eu paguei acordo porque foi feito um acordo em juízo. Ela trabalhou 14 anos comigo, tenho o maior respeito por ela. Vai perguntar pra ela a meu respeito. Agora, o advogado pode escrever o que quiser. Quem já foi para uma ação trabalhista sabe que se escreve tudo, se escreve tudo, agora provas, César? Agora vamos falar sobre São Paulo?
César Tralli - Vou fazer uma pergunta para o senhor então em relação a Guarda Municipal, vamos lá?
Celso Russomanno – Perfeito, perfeito.
César Tralli - O senhor disse que vai subir de seis para 20 mil o número de guardas. A Prefeitura de São Paulo disse que isso é praticamente inviável, porque os concursos demoram, para fazer um concurso rigoroso, os treinamentos demoram, e para isso a cidade gastaria mais de R$ 1 bilhão por ano. Hoje o senhor sabe que o orçamento está totalmente comprometido. Isso não é mais uma daquelas promessas quase impossíveis de serem cumpridas?
Celso Russomanno – Em primeiro lugar, eles deveriam saber que a gente só consegue treinar hoje 1.500 homens por dia. Eles deveriam dizer que a Prefeitura de São Paulo está gastando R$ 120 milhões com guarda particular, ou seja, com empresas de segurança, quando deveriam estar pagando para a Guarda Civil Metropolitana dar segurança nas ruas pra gente, que tá faltando. As pessoas estão sendo assaltadas dentro dos restaurantes, os condomínios estão sendo invadidos, arrastões de todos os tipos. Você, César, não tem segurança na rua. E a obrigação do poder público é fazer segurança. Nós vamos fazer. Se eu conseguir elevar para 3 mil homens por ano em concurso e treinados, eu vou conseguir três, seis, nove, 12 mil homens, eu vou conseguir colocar nas ruas. Se eu não gastasse o que o atual prefeito gastou, R$ 605 milhões, com projetos que não saíram do papel, pagando arquitetos e engenheiros de fora da Prefeitura para fazer projetos, só projetos, eu teria esse dinheiro para pagar os Guardas Civis Metropolitanos, que não chega a R$ 1 bilhão. Porque você faz o cálculo: eles ganham em média R$ 2,5 mil, você multiplica por 20 mil homens você vai ver que não chega a R$ 2 bilhões, desculpe a R$ 1 bilhão. Você vai ver que não chega a isso e que, com certeza absoluta, nós vamos fazer o que precisa ser feito: dar segurança pública para as pessoas.
César Tralli - Candidato, queria agradecer muito a presença do senhor aqui no SPTV, e dizer que a entrevista de amanhã ao vivo aqui no SPTV é com a candidata Soninha Francine do PPS.
Fonte: G1/ SPTV 1 Edição
Comentário do Blog
Parabéns ao candidato, que não deixou ser levado pela pressão da mídia. Soube conduzir de forma esclarecedora a entrevista, apesar de o apresentador dizer que a entrevista não era programa eleitoral, mas quando de outros candidatos não foi dirigido nenhuma pergunta de ordem pessoal, como foi a indenização a funcionária, e de setores de igrejas evangélicas ( Como se nós - Digo nós porque sou evangélico - não pudéssemos participar da democracia deste pais ), e o candidato em questão demostrou que não esta ligado diretamente a Igreja Universal do Reino de Deus, mais sim a um partido.
Mias uma vez externo aqui os parabéns ao candidato que não se curvou ao poder da mídia.
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