sábado, 29 de dezembro de 2012

Prefeito eleito de Curitiba quer transformar Guarda em Polícia Comunitária.


Propostas apresentadas no HGPE são mostradas em série de reportagens. Um dos motivos e que, Curitiba é a sexta capital mais violenta do país. São 56 assassinatos para cada 100 mil habitantes. O lugar mais perigoso da capital paranaense é o bairro Cidade Industrial.
Pela Constituição Federal, a segurança pública é uma atribuição que deve ser garantida pelo Governo Estadual. Porém, dados como os que colocam a cidade como a sexta capital mais violenta do Brasil trouxeram a discussão sobre o que pode ser feito no âmbito municipal para a disputa eleitoral em 2012. O prefeito eleito, Gustavo Fruet (PDT), apresentou propostas como a transformação da Guarda Municipal em Polícia Comunitária, com coordenação de um gabinete de gestão subordinado diretamente ao prefeito.
A série “Copie e Cobre” do G1 apresenta até o dia 31 as principais propostas de Fruet para a cidade de Curitiba. Os dados foram coletados dos programas exibidos no espaço reservado a ele no Horário Gratuito de Propaganda Eleitoral (HGPE), no primeiro e no segundo turno.
Dados do Ministério da Justiça mostram que com 56 assassinatos para cada grupo de 100 mil habitantes, Curitiba é a sexta capital violenta do Brasil.
A taxa só não é superior a verificada em João Pessoa (PB), Salvador (BA), Vitória (ES), Recife (PE) e Maceió (AL).
Veja a reportagem do ParanáTV 2ª edição, da RPC TV Curitiba
No mapa do crime da capital paranaense, o lugar mais perigoso, segundo as estatísticas, é o bairro Cidade Industrial de Curitiba (Cic), na região Sul da cidade. Das 379 mortes violentas registradas no primeiro semestre, 56 aconteceram no Cic.
A polícia admite falhas na prevenção e também no esclarecimento dos crimes e argumenta que faltam carros, peritos e investigadores para cuidar de tantas ocorrências. Apenas em Curitiba, 3.600 inquéritos sobre assassinatos ainda não foram concluídos.
O caso do assassinato do filho de Célia Maia é mais um que não foi esclarecido. O jovem de 17 anos foi morto em outubro de 2010 e apesar das visitas frequentes da mãe a delegacia e de faixas espalhadas pela cidade, o crime não foi solucionado.
Em São Paulo (SP), a solução mais rápida dos crimes é um dos motivos que ajudaram a reduzir a violência na maior cidade do país. A Secretaria de Segurança Pública tem seis grupos especializados na investigação das cenas dos crimes. Os delegados e peritos tentam recolher provas até 48 horas depois da ocorrência.
Além de investigar mais, a polícia paulista também investiu em tecnologia, aumentou o efetivo, e reforçou as operações de desarmamento, no trânsito e nos bares. O resultado apareceu em dez anos com a queda no número de assassinatos na capital paulista em 70%.
Fonte: G1
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