segunda-feira, 19 de novembro de 2012

OS PARTIDOS POLÍTICOS X PARTIDOS CRIMINOSOS

Hoje ( 18/11 ) a noite estava assistindo um programa jornalistico, em que dava a noticia de mais um grupo de criminosos igual ao que temos aqui em São Paulo, mais só que em Santa Catarina, segundo estado da Federação a receber ataques dos criminosos, organização criminosa esta que surgiu com certeza da dissidência  do Primeiro comando da Capital ( PCC ), o chamado Primeiro Grupo Catarinense, organização criminosa que esta atuando em Santa Catarina.
Bom em primeiro lugar quero muito que o governo de Santa Catarina possa combater a altura esse grupo criminoso, não fazendo como o governo do Estado de São Paulo fez em 2006, onde todo o brasileiro sabe que foi feito um acordo para acabar com os ataques e rebeliões nos presídios, e hoje temos essa guerra urbana ( Pois isso esta longe de ser uma Guerra Civil, uma vez que na  Guerra Civil há ideais que beneficiam o Estado ou o cidadão, exemplo disso a Revolução de 1932 ).
Em segundo lugar, como o caro leitor pode perceber no titulo desta matéria OS PARTIDOS POLÍTICOS X PARTIDOS CRIMINOSOS, veja que para ser ter um partido político é necessário a afiliação de um certo numero de eleitores para de criar um partido ( Recentemente tivemos a criação do partido do atual prefeito de São Paulo Gilberto Kassab o chamado PSD, que nasceu como um dos partidos mais forte da federação, com um numero expressivo de vereadores, deputados Estaduais e federais e até senadores da republica, recebendo até mesmo convite para se aliar ao Governo Federal e assim para aumentar a governabilidade, diga-se de passagem uma verdadeira prostituição política em nome da politica e dos políticos ). 
Diferentemente dos partidos criminosos que não necessitam de passar pelo crivo do Tribunal Superior Eleitoral - A maior instância do sistema eleitoral que rege a vida dos políticos e a politica - os partidos criminosos  se organizam entre si e formam sem mesmo ter o TITULO DE ELEITOR CRIMINAL, os seus grupos criminosos, onde nem mesmo o poder público pode deter essas organizações-pois não existe legislação para tal -  em breve teremos esses partidos dentro do cenário politico rasgando nossa Constituição Federal, e fazendo disso uma verdadeira terra sem lei. e o pior de tudo isso e que existem alguns polítocos de má índole que se alia a esses partidos criminosos como aqui em São Paulo  o Governo Estadual que diz em sua defesa que são fatos isolados policiais morrerem nas mãos desses bandidos da pior especie ( Já são 93 Agentes de Segurança mortos, o mais violento de todos os assassinatos, foi o do Sargento Marcelo Fukuhara em Santos que foi metralhado, que só então o governador disse, que era o crime organizado, mais o bendito secretário de Segurança Pública não, é fato isolado ).
E em terceiro lugar, esta na hora do Governo Federal pensar em leis antiterrorismo, pois terrorismo não vem de fora, mais sim de dentro de uma sociedade governado por políticos omissos. Quando governos fazem vistas grossas para a realidade de um povo sofrido, sem conhecimento de leis e de seus direitos. Apesar de que, se fizerem leis contra o terrorismo os primeiros a serem presos será os próprios políticos, porque são verdadeiros terroristas da sociedade, e por isso nunca farão legislação desse nível. É por isso que alguns políticos tem morrido de câncer  pois são como câncer para a sociedade, vai matando o povo aos poucos.
Senhores Senadores e Deputados Federais acordem para a realidade deste pais, não adianta apenas usar a tecnologia como ferramenta de combate a criminalidade, mais sim de fazer leis que possam desestruturar essas organizações criminosas, pois a sociedade brasileira espera isso dos senhores e foram colocados nessas casas para tal com o voto do povo.  
Alex Gomes Brito


 

domingo, 18 de novembro de 2012

CARTA DE UM POLICIAL PARA UM BANDIDO


Esse termo de senhor que estou usando é para evitar que macule sua imagem ao lhe chamar de bandido, marginal, delinquente ou outro atributo que possa ferir sua dignidade, conforme orientações de entidades de defesa dos Direitos Humanos.
Durante vinte e quatro anos anos de atividade policial, tenho acompanhado suas “conquistas” quanto a preservação de seus direitos, pois os cidadãos e especialmente nós policiais estamos atrelados às suas vitórias, ou seja, quanto mais direito você adquire, maior é nossa obrigação de lhe dar segurança e de lhe encaminhar para um julgamento justo, apesar de muitas vezes você não dar esse direito as suas vítimas. Todavia, não cabe a mim contrariar a lei, pois ensinaram-me que o Direito Penal é a ciência que protege o criminoso, assim como o Direito do Trabalho protege o trabalhador, e assim por diante.
Questiono que hoje em dia você tem mais atenção do que muitos cidadãos e policiais. Antigamente você se escondia quando avistava um carro da polícia; hoje, você atira, porque sabe que numa troca de tiros o policial sempre será irresponsável em revidar. Não existe bala perdida, pois a mesma sempre é encontrada na arma de um policial ou pelo menos sua arma é a primeira a ser suspeita.
Sei que você é um pobre coitado. Quando encarcerado, reclama que não possuímos dependência digna para você se ressocializar. Porém, quero que saiba que construímos mais penitenciárias do que escolas ou espaço social, ou seja, gastamos mais dinheiro para você voltar ao seio da sociedade de forma digna do que com a segurança pública para que a sociedade possa viver com dignidade.
Quando você mantém um refém, são tantas suas exigências que deixam qualquer grevista envergonhado. Presença de advogados, imprensa, colete à prova de balas, parentes, até juízes e promotores você consegue que saiam de seus gabinetes para protegê-los. Mas se isso é seu direito, vamos respeitá-lo.
Enfim, espero que seus direitos de marginal não se ampliem, pois nossa obrigação também aumentará. Precisamos nos proteger. Ter nossos direitos, não de lhe matar, mas sim de viver sem medo de ser um policial.
Dois colegas de vocês morreram, assim como dois de nossos policiais sucumbiram devido ao excesso de proteção aos seus direitos. Rogo para que o inquérito policial instaurado, o qual certamente será acompanhado por um membro do Ministério Público e outro da Ordem dos Advogados do Brasil, não seja encerrado com a conclusão de que houve execução, ou melhor, violação aos Direitos Humanos, afinal, vocês morreram em pleno exercício de seus direitos.
Extraído do Facebook
Autor: Wilson Ronaldo Monteiro - Delegado da Polícia Civil do Pará
www.vergonhanacional.com/2012/03/carta-de-um-policial-um-bandido.html

Praias da Represa de Guarapiranga têm uso regulamentado e a fiscalização será realizada pela Marinha e Guarda Ambiental

As praias da Represa de Guarapiranga, na Zona Sul de São Paulo, agora têm regras para o uso de motos aquáticas e embarcações. Este é o primeiro fim de semana das mudanças feitas para a segurança dos banhistas.
A partir do decreto, as 18 praias às margens da represa passam a ter uso regulamentado. Não haverá mais convivência livre entre banhistas, motos aquáticas e outras embarcações como barcos e lanchas.
Na área de Capela do Socorro, com sete praias, a do Sol é a mais movimentada. Nos fins de semana de verão, chega a receber 5 mil pessoas. Agora, só poderá ser frequentada pelos banhistas.
Na região, apenas duas praias são abertas aos esportes náuticos: a praia da Ilha da Formiga, que poderá receber embarcações e banhistas, e a praia do Parque Náutico, aberta exclusivamente para embarcações. A praia do Parque Nove de Julho será só para atracamento.
A entrada e a saída das embarcações poderão ser feitas apenas em dois locais: na praia Parque Náutico, na Capela do Socorro, e na Rampa Pública, em Parelheiros.
Na Subprefeitura de Parelheiros, que tem seis praias, o Terceiro Lago é só para embarcações e a praia do Golfe Clube permite também a convivência entre os banhistas. Na região de M’Boi Mirim, as cinco praias só serão permitidas para banhistas.
A fiscalização vai ser feita por pessoal da Marinha, da Guarda Civil Metropolitana e das três Subprefeituras que têm as praias: Capela do Socorro, M'Boi Mirim e Parelheiros. A previsão para o início desta fiscalização é o mês de dezembro.
Para o subprefeito de Capela do Socorro, Marco Antônio Augusto, o novo decreto vai trazer mais tranquilidade a quem frequenta as praias. “O decreto vem estabelecer e dar disciplinamento a cada situação de lazer, recreação e esporte utilizado aqui na Represa de Guarapiranga”, disse.
E para quem frequenta a represa o decreto foi bem recebido. “É bom por causa das crianças, né? É menos perigoso ”, disse um pai. “Eu acho importante até porque as pessoas não são orientadas a utilizar esse veículo”, afirmou uma mulher.
Fonte e vídeo: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2012/11/praias-da-represa-de-guarapiranga-tem-uso-regulamentado.html

policiais da ROTA são absolvidos das acusações de execução

Três policiais militares das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) foram absolvidos da execução de um suspeito preso na Zona Leste da capital paulista. O caso aconteceu em 28 de maio e é considerado, pelo Ministério Público, o estopim da onda de violência que atinge São Paulo nos últimos meses.
Na ocasião, policiais da Rota mataram seis suspeitos de pertencerem a uma facção que se reuniam no estacionamento de um bar na favela Tiquatira, na região da Penha.
Segundo a PM, naquela noite os criminosos, que planejavam a libertação de um comparsa preso, foram surpreendidos pela Rota e reagiram à abordagem. Todos os seis morreram na troca de tiros. Para a facção que atua dentro e fora dos presídios paulistas, porém, a operação policial foi “covarde”.
Uma testemunha denunciou que os policiais levaram um dos suspeitos até a Rodovia Ayrton Senna e o executaram lá. Essa denúncia levou os três agentes da Rota ao Presídio Romão Gomes, que abriga PMs envolvidos em crimes.
Ao serem julgados, porém, os policiais foram absolvidos. O júri entendeu que essa testemunha principal caiu em contradição. O Ministério Público já recorreu.
Para os promotores, por conta dessa ação os criminosos da facção, em busca de vingança, passaram a executar policiais militares. "Esse caso da ação da Rota que matou seis foi o estopim para desencadear essa onda de violência", disse o promotor Marcelo Alexandre Oliveira. Desde o começo do ano, 93 PMs foram mortos em todo o estado.
Fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2012/11/policiais-da-rota-sao-absolvidos-de-execucao-de-suspeito-preso.html

Presídio é alvejado e sobe para 16 o número de cidades atacadas em SC

O Presídio de Araranguá, no Sul de Santa Catarina, foi alvo de tiros na manhã deste domingo (18), por volta das 5h. Segundo a Polícia Militar, pelo menos quatro disparos foram efetuados contra a unidade. Dois atingiram o muro e um danificou um poste. O ataque faz subir para 16 o número de cidades com registros de ações criminosas desde a segunda-feira (12), quando a primeira foi registrada, em Florianópolis. 
Também em Araranguá, por volta das 7h, a Polícia Militar encontrou dois coquetéis molotov que foram jogados contra um posto de combustíveis desativado. O local é próximo ao presídio e a relação entre os dois ataques vai ser investigada. Segundo a polícia, a porta de vidro foi quebrada, mas as bombas caseiras não chegaram a explodir.
Base foi alvejada por oito tiros (Foto: Reprodução RBS TV)
Base foi alvejada por oito tiros
Foto: Reprodução RBS TV

Mais de 50 ataques já foram registrados no estado, em setes dias consecutivos. Florianópolis, São José, Palhoça, Tijucas, Gaspar, Navegantes, Itajaí, Blumenau, Criciúma, Balneário Camboriú, Indaial, Itapema, Tubarão, Araranguá, São Francisco do Sul e Canelinha já registraram atentados criminosos.
Além destes registrados no Sul, entre a noite de sábado (17) e o início da manhã de domingo (18), houve um ataque a uma base da Polícia Militar e uma tentativa incêndio a um veículo, em Florianópolis e Palhoça. Lixeiras foram incendiadas na capital, mas polícia suspeita de vandalismo.
A base da PM foi atacada por volta das 22h45 deste sábado (17), no bairro Ingleses, Norte de Florianópolis. Segundo a polícia, um veículo passou em frente ao local e disparou oito tiros contra o prédio. Ninguém ficou ferido e o trabalho no local seguiu normalmente, conforme a PM.
A tentativa de ataque foi a um veículo oficial com adesivos da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). De acordo com a PM, o carro estava estacionado no Portal da Barra, um condomínio residencial do bairro Barra do Aririú, em Palhoça, na Grande Florianópolis. O atentado também ocorreu por 22h45, quando um motociclista passou e tentou atear fogo no automóvel. Segundo a PM, as chamas começaram a atingir o veículo, mas um grupo de moradores do bairro conseguiu apagar o fogo e somente os pneus foram queimados.
Já neste domingo (18), às 5h40, um grupo de jovens incendiou algumas lixeiras, na Avenida Mauro Ramos, em Florianópolis. Conforme a PM, a suspeita é que não seja um ataque, mas um ato de vandalismo. Ninguém foi preso.
Fonte: http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2012/11/presidio-e-alvejado-e-sobe-para-16-o-numero-de-cidades-atacadas-em-sc.html
Veja cronologia dos ataques em Santa Catarina
http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2012/11/cronologia-dos-ataques-em-sc.html

GM falava ao celular com a mulher antes de morrer em Estiva Gerbi, SP

O guarda civil municipal Márcio Aparecido Juliare, de 45 anos, morto durante um assalto a um posto de combustíveis na noite de sábado (17), em Estiva Gerbi (SP), estava falando ao celular com a mulher antes de ser atingido nas costas por um dos assaltantes. A informação é do comandante da Guarda Civil Municipal, José Carlos Del Passo. O guarda estava dentro do carro e ao perceber a movimentação tentou prender os criminosos.
Testemunhas disseram que o guarda fazia “bico” de segurança no local nas horas vagas. Sobre isso, o responsável pela corporação declarou que sabe apenas que Juliare estava em férias.
Sede da Guarda Civil Municipal de Estiva Gerbi (Foto: Reprodução EPTV)
Sede da Guarda Civil Municipal de Estiva Gerbi (Foto: Reprodução EPTV)
Del Passo disse ainda que não está descartada a hipótese dos assaltantes terem disparado por saberem que Juliare era agente de segurança.“Com certeza sabiam que ele era polícia”, afirmou o comandante.
Questionado sobre casos de policiais civis e militares vítimas de atentados no estado de São Paulo, Del Passo descartou ligação entre o latrocínio, roubo seguido de morte, e os ataques creditados a uma facção criminosa. Para ele, o caso foi um latrocínio.
O Caso
Dois homens chegaram ao posto de combustíveis localizado na entrada de Estiva Gerbi por volta das 21h de sábado (17).
Segundo a Guarda Civil Municipal e a Polícia Militar, Márcio Aparecido Juliare tentou dar voz de prisão aos assaltantes e foi atingido por dois tiros, sendo um nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu aos ferimentos. Ninguém foi preso. Os ladrões levaram R$ 800 do estabelecimento.
Fonte:http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2012/11/gm-falava-ao-celular-com-mulher-antes-de-morrer-em-estiva-gerbi-sp.html

sábado, 17 de novembro de 2012

Delegada desafia PCC em adesivo no carro e pode ser punida.



Policial que estampou mensagem no carro criticando o secretário de Segurança de São Paulo foi advertida.
A delegada da Polícia Civil de Sorocaba que usou um adesivo no carro para desafiar o PCC e criticar o secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Antonio Ferreira Pinto, terá sua conduta analisada pela Corregedoria da Polícia Civil e pode ser punida. Na quarta-feira (14), véspera do feriado, ela circulou de carro pela cidade exibindo no para-brisa traseiro um grande adesivo com os dizeres: "Vem PCC, tô facinha pra você! Se o secretário de Segurança não tá nem aí, eu me preocupo. Poupe pais, mães de família e o coitado do povo inocente".
Nesta sexta-feira (16), o adesivo já havia sido retirado e a delegada, que pediu a preservação de sua identidade, não quis dar entrevista. Flagrada dirigindo o carro, ela disse ao jornal Bom Dia que havia tomado a atitude depois que o governador Geraldo Alckmin afirmou não ter planos de trocar o comando da Segurança Pública mesmo com a crise no setor. "A cegueira nas atitudes do secretário perante os atos criminosos é inadmissível. Negar a onda de violência é o mesmo que dizer que Papai Noel existe. Não me conformo com esse caos", desabafou.
Ao explicar a frase que mandou estampar em seu carro, disse que não se conformava em ver inocentes morrendo na guerra da capital. "Eu me importo com o povo do meu Estado. Gostaria que o secretário de segurança se importasse da mesma maneira."
O delegado seccional André Moron, que já identificou a autora do protesto – uma delegada com 23 anos de carreira –, considerou que ela tomou uma atitude isolada e inadequada. "Num momento conturbado como este, lutamos junto contra o inimigo comum, que é o criminoso, portanto essa atitude não contribui para a segurança de ninguém", disse.
Além de advertir a subalterna, o delegado seccional acionou a Corregedoria da Polícia Civil para avaliar a conduta da delegada e tomar medidas administrativas. "Estamos propondo que a delegada perca a titularidade da delegacia pela qual responde, pois temos a convicção de que sua postura fez com que ela perdesse a credibilidade perante a comunidade e junto à Seccional."
O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo informou que vai acompanhar os trabalhos da corregedoria.
*RELEMBRE O CASO
Delegada desafia PCC e ataca o secretário 
De acordo com o delegado seccional André Moron, a conduta da profissional foi considerada inadequada. A mesma afirmação foi feita pelo presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, George Melão.
Na tarde de quarta-feira (14), a delegada pagou por um adesivo que atacava diretamente o secretário de Segurança Pública do Estado, Antônio Ferreira Pinto, e transitou com o veículo pelas ruas da cidade, em sinal de protesto contra a onda de crimes que se espalha pela capital paulista.

Preocupante Para o delegado seccional, a atitude da delegada não é a postura que a Polícia Civil costuma ter. “Esta é uma atitude isolada, que se confundiu com o fato de ela ser uma delegada de polícia”, comenta.
A Delegacia Seccional avalia que o desabafo foi feito por uma cidadã e não é compatível com o cargo que ela possui. “Realizamos reuniões semanais e, por isso, se ela tivesse algo para ser dito, deveria ter feito nas reuniões fechadas. Ali sua insatisfação seria ouvida e avaliada”, complementa o delegado.
Ainda segundo André Moron, a faixa no carro desrespeitou os colegas delegados e a instituição, além das hierarquias. “Nós, enquanto funcionários públicos de segurança, recebemos ordens e as executamos. Não nos cabe discutir política e sim combater o crime”, avalia.
A união entre os membros das forças policiais de Sorocaba também é sentida por parte da Polícia Civil. “Num momento conturbado como este, lutamos juntos contra o inimigo comum, que é o criminoso, portanto esta atitude não contribuiu em nada com a sensação de segurança que lutamos tanto para manter”, diz.

Correções O fato de o nome da delegada não ser revelado faz com que as demais delegadas se envolvam no caso, segundo avaliação do seccional. “A Corregedoria da Polícia Civil já foi acionada para tomar as medidas administrativas cabíveis, após a avaliação da conduta da delegada”, adianta André Moron. “Estamos elaborando um documento sugerindo que a delegada perca a titularidade da delegacia que é responsável, pois temos a convicção que a postura dela fez com que ela perdesse a credibilidade perante à comunidade e junto à Delegacia Seccional.”
Desnecessário “Chamar para si a responsabilidade e criticar os superiores não resolve o problema”, destaca o delegado André Moron, que diz considerar o secretário de Segurança Pública, que é um profissional de confiança do Governo do Estado, um homem de postura séria. “Lamentável e desnecessária a atitude desta delegada, em todos os aspectos. Avalio que tal conduta é irresponsável. Faltou maturidade profissional antes de tomar tal decisão.”
O delegado finaliza destacando que em nenhum momento desconsidera a existência de facções criminosas e ressalta que a Polícia Civil está atenta a qualquer tipo de incidente. “Esses atos lamentáveis contra a vida mostram que este grupo deixou de ser criminoso e age como terrorista.”
Sindicato acompanha o caso
Presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo fala sobre o protesto
O BOM DIA entrou em contato com o delegado George Melão, que é o responsável pelo Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, na tarde desta quinta-feira (15). 
Por telefone, ele explicou que soube do caso envolvendo a delegada sorocabana por meio da imprensa, mas que os advogados do sindicato já foram acionados e irão acompanhar o trabalho da corregedoria. “O sindicato vê o caso com preocupação, pois não recomendamos este tipo de exposição”, avalia. 
George Melão explica ainda que, em casos semelhantes, o delegado deve procurar a Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo ou o próprio sindicato. “Não acredito que houve ferimento da hierarquia, pois segundo a constituição, o delegado-geral responde diretamente ao governador”, diz.
O líder sindical comenta que o cargo de secretário de Segurança é político e administrativo, não devendo interferir diretamente nas ações das forças policiais. “Infelizmente o secretário e o governador não estão cumprindo a lei em vários aspectos, como no ato de fazer com que a corregedoria responda diretamente ao secretário.” 
Sobre a corregedoria, o delegado acredita que, apesar do nome – que faz menção a correção de atos – a Corregedoria da Polícia Civil tem atuado de forma ofensiva. “Vemos um festival de punições desnecessárias. [A corregedoria] está mais focada na política do que na correção de atos.”
Amparo Para o líder sindical, a manifestação da delegada de Sorocaba é válida, apesar de ter sido executada de forma inapropriada. “Todo o cidadão pode e deve se manifestar, afinal a segurança pública está ruim e em falta”, diz. “Estamos num momento no qual não sabemos qual proteção oferecer aos cidadãos do Estado, se nós mesmos não estamos protegidos”, complementa. 
O delegado George Melão finaliza avaliando que o protesto da delegada mostra que a Capital vive um conflito aberto que pode chegar ao Interior.
Governo do Estado pede calma à população
O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), declarou ontem que o tamanho da cidade deve ser levado em consideração antes de se avaliar a onda de violência. “O Estado tem tamanho de país. Aqui é maior que a Argentina. A região metropolitana é a terceira maior metrópole do mundo, tem 22 milhões de pessoas. Então é preciso cautela para não criar uma campanha contra São Paulo e uma situação de pânico na população”, afirma.
Fonte: http://www.redebomdia.com.br/noticia/detalhe/37958/Delegada+que+desafiou+o+PCC+e+repreendida

Guarda Civil forma marinheiros de água doce

Em princípio, parece tratar-se de uma travessura do deus Netuno. Justamente em uma praia de São Paulo, lacustre, bem entendido, cidade que não tem mar – como gostam de lembrar e alardear os cariocas – está nascendo um projeto que irá disciplinar, em todo País, a fruição dos prazeres propiciados pela combinação de sol, brisas, ondas e areia.
Haverá inúmeros benefícios, como se verá adiante. O mais notável refere-se aos atropelamentos por lanchas e jet ski, que deverão desaparecer do noticiário policial. Esta novidade está embutida em um programa de revitalização da represa de Guarapiranga, ora em andamento, que prevê providências e procedimentos para transformar nossas praias em ambientes civilizados.
Membros da Guarda Civil Metropolitana são treinados pela Marinha para zelarem pelas águas da represa. Objetivo é transferir para o poder público municipal a missão de cuidar das águas da Guarapiranga. 
 Foto: Guty/Divulgação
“Conforme o seu desenrolar, essa experiência paulistana deverá se desdobrar em toda a orla brasileira”, anuncia o Inspetor Dalmo Luiz Coelho Álamo, da Guarda Civil Metropolitana (GCM).
Antes de prosseguir com as explicações, é necessário esclarecer por que a corporação está metida nessa empreitada, uma vez que qualquer assunto relativo às praias, inclusive as de represas, é atribuição exclusiva da Marinha. Mas ocorre que, evidentemente, a Arma não tem condições de vigiar todas as praias do País. Concentra prioritariamente seus esforços nos pontos estratégicos. Basta olhar nossas gigantescas bacias hidrográficas e os oito mil quilômetros de litoral brasileiro para compreender essa opção.
Nem a frota inglesa dos bons tempos da Rainha Vitória daria conta do recado. Por isso, a ideia de repassar tarefas localizadas para instituições regionais teve o mesmo efeito singelo de colocar o ovo de Colombo em pé. Está cabendo à GCM paulistana inaugurar a iniciativa.
Mapeamento – A primeira etapa desse programa consistiu em um minucioso mapeamento de toda a orla da represa, no sentido de marcar território para as várias atividades de lazer próprias de uma praia. Esta divisão, que está sendo finalizada, reservará áreas específicas para banhistas e para a prática de esportes náuticos. Isto quer dizer que não haverá promiscuidade entre as partes, de modo a prevenir riscos de acidentes.
Já está definido que a faixa relativa ao bairro de Capela do Socorro terá 17 pontos de aproveitamento; a de Parelheiros, quatro, assim como no M’Boi Mirim. Uma boa notícia para as mães, sempre preocupadas com o excitamento de filhos pequenos quando vão à praia e ignoram os perigos, é que está extinta a farra de se colocar embarcações na água em qualquer lugar que o dono do equipamento decida.
Caso o barco não esteja registrado em alguma marina da represa, portanto com o acesso regulamentado, somente o fará através de uma rampa pública, cercada de cuidados.
Todas essas ordenações darão novos e coloridos ares à represa, devido os cordões de bóias sinalizadoras para delimitar os espaços dos navegadores e dos banhistas.

Patrulhas – Enquanto as pessoas estiverem se divertindo – a represa recebe, em média, cinco mil visitantes por dia nos picos mais quentes – quatro barcos da GCM irão cortar as águas da represa para fiscalizar e fazer valer as novas regras.
Pela maneira como a tripulação deles foi capacitada, não se trata de marinheiros de água doce, o que é apenas uma forma de dizer, já que Guarapiranga não é salgada. Seus componentes foram treinados por especialistas da Marinha para controlar qualquer situação que se manifeste na areia ou debaixo dos seus cascos, aplicando abordagens próprias dos preceitos náuticos.
Os primeiros 10 condutores formados merecem uma menção especial. Eles já carregam no bolso a habilitação de mestre amador, um patamar bem acima do simples piloto dos barcos de recreio. Com essa carteira, eles podem praticar navegação costeira a um limite de 20 milhas, ou 37 quilômetros, inclusive para portos internacionais, conduzindo embarcações a vela ou motor. A partir dessa medida, cabem somente os grandes barcos transoceânicos. Esse preparo indica a seriedade do projeto.
Resgate – No momento, a GCM possui uma frota de quatro barcos, a serem ocupados por uma tripulação entre dois ou três homens. Além das tarefas de controle, estão aptos a organizar operações de resgate e prestar socorros. Vão trabalhar com uma farda leve, constituída de short e camisa polo na cor azul marinho da corporação e tênis.
Mas ninguém deve se iludir com essa descontraída apresentação esportiva: na cintura, carregarão o revólver calibre 38 ou a pistola 380, armas utilizadas pela Guarda. O turno de trabalho somente será encerrado quando morrer o último raio de sol. “A ideia é a de ampliar esse efetivo”, anuncia o inspetor Álamo. “Já em 2013 teremos mais 10 condutores e naturalmente a frota vai aumentar”.
Convênio – Na segunda-feira passada, 12 de novembro, o prefeito Kassab se reuniu com as autoridades do 8º Distrito Naval, sediado em São Paulo, para definir a data de assinatura do convênio entre a Prefeitura e a Marinha, que deve ocorrer ainda antes do início deste verão, que se aproxima.
A partir daí, o projeto de Guarapiranga passará imediatamente a ganhar vida e tornar-se referência para todas as nossas águas, do Oiapoque ao Chuí, passando por Canoa Quebrada, Porto das Galinhas, Abaeté, Copacabana, Jurerê e Lagoa dos Patos.
Fonte: Diário do Comércio - Detalhes 
Publicado em Quinta, 15 Novembro 2012 20:44 
 

Escrito por José Maria dos Santos

Senadores por São Paulo sugerem medidas contra onda de violência



A onda de violência que atinge a cidade de São Paulo (SP) causa enorme preocupação e exige uma ação eficaz por parte dos órgãos governamentais. A afirmação foi feita pelo senador Eduardo Suplicy (PT-SP), em entrevista à Agência Senado na tarde desta sexta-feira (16). Nas últimas semanas, uma onda de violência – supostamente patrocinada por uma facção criminosa – atingiu São Paulo, região metropolitana e o estado de Santa Catarina, provocando quase 200 mortes.
Para Suplicy, é importante que haja uma colaboração entre o governo de São Paulo, o Ministério da Justiça e demais órgãos envolvidos na questão da segurança pública, como forma de enfrentar a violência na capital paulista. Ele elogiou o fato de esse “entendimento de colaboração” já ter começado.
Suplicy acrescentou que é essencial o envolvimento também da Prefeitura Municipal de São Paulo. O senador disse que o prefeito eleito, Fernando Haddad, já sinalizou que vai envolver a guarda metropolitana nas ações coordenadas pelo estado e pelo governo federal, como forma de colaborar com a pacificação da capital. Suplicy disse que podem servir de exemplo as medidas implementadas na cidade do Rio de Janeiro, onde a união entre estado, prefeitura e governo federal ajudou a diminuir a criminalidade nas favelas. 
De acordo com o senador Antonio Carlos Rodrigues (PR-SP), o governo estadual já tomou providências para enfrentar a violência. Apesar de admitir que houve demora na reação do poder público, o senador disse acreditar que, com a colaboração do governo federal, o problema será sanado. Ele também lamentou que muitas pessoas estejam deixando de ir para o litoral, com medo da violência, e o fato de muitos militares estarem lavando a farda no quartel, com receio da reação dos bandidos.
- O policial militar tem medo de se expor – declarou.
Propostas
De acordo com Antonio Carlos Rodrigues, é preciso investir em serviços de inteligência, com foco na prevenção. Ele disse que as ações ostensivas não são suficientes e pediu uma ação coordenada entre as diversas forças policiais.
Para Eduardo Suplicy, é importante a ampliação de programas com ênfase em atividades culturais e esportivas, como alternativa para a juventude diante do mundo do crime. De acordo com o senador, seria também uma medida preventiva. Ele ainda cobrou uma maior vigilância nas fronteiras – para evitar a entrada de drogas e armas ilegais – e dentro das penitenciárias, para impedir que presidiários consigam comandar ações de violência pela cidade. Suplicy ressaltou que é positiva a medida de transferir chefes de grupos criminosos para presídios federais distantes de São Paulo. 
Na visão de Suplicy, no entanto, é preciso ir além das medidas urgentes. Ele disse que muitas pessoas com dificuldades socioeconômicas terminam se envolvendo com o mundo do crime. O senador defendeu uma educação pública de qualidade e programas sociais mais amplos e profundos, como forma de proporcionar  melhores condições de vida à população. O senador aproveitou para defender a instituição da renda básica de cidadania.
- No dia em que tivermos uma renda básica de cidadania, o índice de criminalidade será menor – declarou.
O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), em viagem internacional, não pode atender a Agência Senado. As informações são da Agência Senado.
Foto: Reprodução/Ag. Senado
Fonte:  Blog do Delegado

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Crime organizado confessa a ordem de matar policiais no Estado de São Paulo



Por Alex Gomes Brito
Agora todos nós  sabemos que o Primeiro Comando da Capital ( PCC ), realmente mandou matar policiais no Estado, depois da prisão dos assassinos do investigador de policia na cidade Juquitiba João Antônio Pires, 62 anos, e do policial militar Flavio Adriano do Carmo, 45 anos, pertencente ao 3º Batalhão de Choque no Jardim São Luis.
Bom a policia fez a sua parte, que é a investigação   e a prisão dos assassinos e obteve a confissão ( Quero aqui deixar também para a sociedade civil, o tipo de bandido que os Direitos Humanos defende, quando de fato a Policia faz o seu trabalho árduo de prender esses bandidos, e reagem na conformidade da Lei para defender a sociedade e suas próprias vidas em cumprimento da lei ), esperamos agora que o Poder Judiciário também faça o seu devido papel como parte do Estado defensor, que é da fazer a devida condenação desses assassinos ( Mesmo porque o poder judiciário e a promotoria terá em mãos para todas as condenações de todos os presos por morte dos agentes de segurança pública, duas confissões de assassinos de que a ordem partiu da organização criminosa em rede nacional de televisão para que todos saibam a verdade ). 
E se o poder judiciário não fizer uma condenação a estes delinquentes, em vão foi a morte de todos os policiais até o presente momento, em que deixaram o seio familiar para combater a criminalidade 24 horas por dia, sete dias da semana, da qual o governo estadual faz questão de dizer que não há nenhuma manifestação do crime organizado, é apenas casos isolados.
Espera-se  que nessa união de esforços dos poderes possa ser reconhecida a bravura dos juízes em dar uma condenação a altura dentro da legalidade da lei estabelecida, não permitindo fazer uso de nenhum beneficio da lei, pois o Juiz de Direito tem esse poder sim, e deve exerce-lo para o bem comum da sociedade.
Esperamos em breve que o Governador do Estado de São Paulo Srº Geraldo Alckmin, venha exonerar - Como uma atitude sensata - este secretário de segurança pública arrogante, e que tenhamos um secretario de segurança que não tenha medo de perder a cadeira,  para pode olhar não somente para os policiais, mais para a família deste e para a sociedade, que já é vítima direta dessa violência e guerra.
E que Deus possa guardar cada um de nós desse mal que assola nossa cidade, nosso estado e nossos Direitos como cidadão.
Veja no link abaixo as matéria relacionado ao assunto
http://www.parana-online.com.br/editoria/pais/news/629844/?noticia=PM+DE+FOLGA+E+MORTO+COM+TIROS+DE+FUZIL+EM+SP
http://www.youtube.com/watch?v=uihH64E7ZJE

Prefeitos eleitos do ABCDMR definem plano de segurança !

No ABC, casos atribuídos à “guerra silenciosa” entre polícia e bandidos se tornaram frequentes / Forlan Magalhães.
Nos últimos meses, a explosão de casos de violência e de assassinatos no Estado de São Paulo tem amedrontado a população, principalmente pelo envolvimento de policiais militares em grande parte dos crimes, como vítimas e autores. É impossível não remeter o cenário à onda de ataques realizada pela facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) em 2006, uma vez que ameaças de toque de recolher voltaram a assustar o cidadão comum.
Se as regiões periféricas do município de São Paulo são as que atualmente mais sofrem com a sensação constante de insegurança, no ABC, casos atribuídos à “guerra silenciosa” entre polícia e bandidos também se tornaram frequentes. Mesmo com as constantes negativas das autoridades sobre a existência deste embate, durante o último feriado de Finados, São Bernardo, Santo André e Mauá registraram uma série de crimes, que totalizou 16 vítimas, oito deles fatais.
Como o quadro não permite que a Segurança Pública seja tratada como obrigação exclusiva do Estado, os prefeitos eleitos da região começam a se preparar para participar da empreitada.
Iniciativas como a implantação do programa Atividade Delegada, que visa ampliar o salário dos policiais por meio de hora extra remunerada – o que também impediria o exercício de outras funções fora do horário de trabalho –, o aumento do efetivo da GCM (Guarda Civil Municipal) e investimentos em videomonitoramento são projetos que estão na pauta dos próximos dirigentes do ABC.
Lauro Michels defende integração policial em Diadema
Considerado por muito tempo como um dos municípios mais perigosos e violentos do Estado, Diadema assistiu seus índices de criminalidade caírem vertiginosamente a partir de lei criada em 2002, que proibiu o funcionamento de bares após as 23h. Entretanto, os recentes casos de violência e os boatos de que criminosos também estariam impondo o toque de recolher no município trouxeram de volta o sentimento de insegurança aos diademenses.
Para tranquilizar a população, o prefeito eleito Lauro Michels (PV) promete buscar a interlocução entre as diferentes forças policiais e, assim, conseguir brecar ações do crime organizado. “Quero integrar o trabalho da PM com o da Polícia Civil e GCM, e trabalhar com a inteligência para agirmos preventivamente”, declara.
O verde também promete ampliar o efetivo da GCM e as operações de rua, além de trazer para Diadema o programa Atividade Delegada. “Penso ainda em ampliar o número de rondas e das bases policiais”, aponta. “A integração entre a polícia de toda a região do ABC seria um ganho para a população”, acredita o futuro prefeito.
Sem medo.
Apesar de reconhecer o desconforto existente entre a população, Michels diz não acha que os casos de violência interfiram diretamente na rotina dos munícipes. “Não acredito que haja um clima de medo instalado em Diadema por conta do conflito entre policiais e criminosos, apesar de os cidadãos clamarem por mais segurança, pois temos um alarmante índice de roubos de veículos”, define, ao se demonstrar otimista com a definição da situação.
“Ainda bem que a presidente Dilma Rousseff e o governador Geraldo Alckmin estão diretamente tratando das ações inibidoras do crime na Capital. Acredito que os resultados deverão ser satisfatórios de agora em diante”, comenta Michels.
Mauá deve ganhar mais Guardas Civis e câmeras, diz Donisete.
Com inúmeros problemas estruturais, como a distribuição de água e a construção de moradias em áreas irregulares e de risco, Mauá nunca deixou de conviver com problemas relacionados à violência. Exemplo é que em março de 2011 entrou em vigor no município a lei 3.508, que, assim como em Diadema, obriga os bares a fecharem suas portas a partir das 23h, e que também atingiu relativo sucesso.
Para manter este cenário e driblar a interferência da onda de crimes iniciada na Capital, o prefeito eleito, Donisete Braga (PT), pretende aliar tecnologia e efetivo policial, em seu mandato que se inicia em janeiro de 2013. “Temos uma defasagem de cerca de 110 guardas municipais e iremos contemplar esta demanda assim que possível. Também vamos investir cada vez mais no videomonitoramento das entradas e saídas da cidade e em equipamentos importantes, como escolas”, projeta.
Donisete Braga diz já ter conversado com lideranças da Polícia Militar, Civil e da própria GCM para identificar ações que poderiam ser tomadas em sua administração. “A lei de fechamento dos bares foi aplicada muito bem, mas este contato constante com as forças policiais sempre é essencial”, ressalta o petista. O prefeito eleito também defende a interlocução com o governo estadual e federal como estratégia para manter sob controle a segurança de Mauá. Afirma que o tema deixou de ser algo só direcionado ao governo do Estado e agora tem de ser compartilhado. “O auxílio de programas federais, como o Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania), também será um aliado importante neste sentido”, finaliza, ao citar o programa que se baseia na mescla de políticas de segurança com ações sociais mantidas pelo governo federal.
Saulo estuda GCM e videomonitoramento para Ribeirão Pires.
Em Melhorar as condições de trabalho da Guarda Civil Municipal e investir em equipamentos de segurança encabeçam a lista de prioridades do vereador Saulo Benevides (PMDB), eleito para assumir o Paço de Ribeirão Pires em 2013.
De acordo com o futuro chefe do Executivo, a próxima gestão deve enxugar gastos municipais para garantir investimentos na Pasta, além de buscar, junto ao governo federal, recursos para implementar novos projetos. A instalação de videomonitoramento 24h em pontos estratégicos da cidade, orçado em R$ 1 milhão, é um dos projetos do peemedebista.
“Pretendemos equiparar o salário dos GCMs (que recebem, atualmente, entre R$ 904,96 e R$ 1.499,54) aos valores pagos na região e investir em equipamentos. Isto será possível a partir do momento em que economizarmos em gastos públicos. Acredito ser possível reduzir as despesas em até 20%”, aponta o prefeito eleito.
Para 2013, o Orçamento Municipal de Ribeirão Pires, ainda não aprovado em definitivo pela Câmara Municipal, é da ordem de R$ 241,1 milhões. Para o setor de Segurança estão previstos mais de R$ 4,7 milhões.
Sem orçamento, Gabriel Maranhão prioriza prevenção.
Menor município do ABC, com 37 km² e apenas 40 mil habitantes, Rio Grande da Serra não possui uma Pasta responsável pela segurança e, consequentemente, não conta com orçamento voltado à área. Baseada em lei orgânica municipal, na cidade existe apenas um destacamento da Polícia Militar subordinado a Ribeirão Pires e, também, não há atuação da GCM.
De acordo com o prefeito eleito, Gabriel Maranhão (PSDB), dada a limitação relativa ao orçamento, os projetos para a segurança da cidade estão baseados na criação de políticas de prevenção. O tucano considera Rio Grande uma cidade ainda tranqüila e que a maior parte dos problemas advém do tráfico. “Por isso, queremos minimizar a criminalidade com ações preventivas e educacionais, que são mais baratas do que investir em policiamento”, aponta.
Maranhão pretende criar uma Escola Técnica Estadual (ETEC) na cidade, para preparar os jovens para o mercado de trabalho e diminuir o envolvimento deles com a criminalidade. “O crime é um lugar rentável. Quando o jovem não tem opção, ele parte por essa via”, diz.
Entre os projetos para 2013, o tucano cita a pretensão de transformar o destacamento da PM local num batalhão. O futuro prefeito avisa que vai buscar ajuda do governo estadual, que está mais próximo, para fazer a mudança. Ainda segundo Gabriel Maranhão, a criação da GCM é uma demanda do município, mas não está entre as prioridades de seu mandato. “Temos o desejo de criar a GCM, mas isso pede uma verba para investimentos que ainda não temos”, explica.
Grana quer criar secretaria própria em Santo André.
Em Santo André, o prefeito eleito Carlos Grana (PT) cogita a possibilidade de apresentar ao novo Legislativo um projeto de reforma administrativa, que criaria uma pasta específica para segurança, que desde 2008 é de responsabilidade da Secretaria Municipal de Segurança e Trânsito. De acordo com o futuro chefe do Executivo, o orçamento para 2013 está estimado em R$ 83 milhões, sendo que 80% é direcionado ao trânsito. 
“A sensação de insegurança tomou conta da sociedade. Achamos que isso não é responsabilidade apenas do Estado. O município tem de ter papel relevante nesse setor”, sentencia Grana.
Entre outras propostas sugeridas pelo petista estão o fortalecimento da GCM e a implantação do programa Banho de Luz, que revitalizaria a criticada falta iluminação da cidade com a instalação de 30 mil lâmpadas. Grana quer, ainda, debater junto ao Consórcio Intermunicipal Grande ABC a adesão do município à Atividade Delegada, o chamado “bico oficial” da PM. “São medidas de baixo custo que geram alta eficiência”, aponta.
Paulinho Serra (PSD), que está por trás dos projetos Banho de Luz e da criação de rede de monitoramento eletrônico integrada para vias e corredores comerciais – onde na vereador ocorre a maioria dos casos de violência em Santo André –, afirma que o governo Grana se encarregará de reforçar a parceria com a União na implementação de novos projetos.
Serra explica que existe uma linha de crédito disponibilizada pelo governo federal especificamente para a implantação de políticas integradas, voltadas para trânsito e segurança pública, caso do sistema de monitoramento.
“Infelizmente, a atual gestão fez poucos projetos e acabou obtendo poucos recursos”, avalia o vereador.
Apoio federal amplia ações em São Bernardo.
Com a maior extensão territorial da região, São Bernardo se tornou nos últimos quatro anos também a grande captadora de recursos federais da região. O fato propiciou à cidade ganhar inúmeras obras estruturais e de habitação. O grande aporte, direcionado a partir da apresentação de projetos e que foi fundamental para que o prefeito Luiz Marinho (PT) conseguisse ainda no primeiro turno a sua reeleição ao Paço, também acabou sendo aproveitado pela Pasta da Segurança, criada em 2009.
“Tivemos do governo federal um direcionamento de R$ 8 milhões, que contribuiu para a compra de viaturas, bicicletas, coletes para a GCM, que hoje possibilitam que 100% dos guardas trabalhem com colete à prova de bala”, diz o secretário de Segurança da cidade, Benedito Mariano, ao revelar a intenção de recorrer ao videomonitoramento para fortalecer a atuação policial.
“Recebemos R$ 1 milhão do governo federal para iniciar o projeto de videomonitoramento e já monitoramos 10 escolas do bairro Alvarenga. O nosso projeto mais estratégico é o programa Cidade Segura que prevê a instalação de 400 câmeras na cidade e a integração por meio de software, junto ao Samu, Defesa Civil e Departamento de Trânsito”, completa Mariano, já que Luiz Marinho aproveita as férias após o término das eleições. O secretário também revela que São Bernardo doará para o Consórcio Intermunicipal Grande ABC, seu atual prédio do Centro Regional de Formação de Guardas Civis. “Temos contribuição do governo federal para compras de equipamentos novos e dois micro-ônibus. Doaremos o prédio e as sete cidades vão ter uma contribuição para o custeio. A ideia é que o Grupo de Trabalho desta área do Consórcio de Segurança formate um plano gestor deste centro que possa beneficiar a região”, finaliza Mariano, também coordenador do GT.
Pinheiro reforçará PM e número de câmeras em São Caetano.
Em São Caetano, o prefeito eleito Paulo Pinheiro (PMDB) afirma que começará seu mandato com a pasta de Segurança totalmente planejada. O futuro chefe do Executivo já tem um gabinete de Segurança Pública atuante em seu escritório político, sob comando do coronel Quesada (PMDB), principal cotado para assumir a Pasta no ano que vem.
Segundo o vereador, o aumento do contingente da Polícia Militar será medida prioritária a ser executada pelo seu mandato. “Vamos fazer circular mais viaturas, para reforçar o policiamento ostensivo, fazendo com que a população sinta-se mais segura”, diz.
O próximo passo será aumentar o salário dos policiais militares que atuam em São Caetano, que recebem cerca de R$ 200 a menos do que os oficias de outras cidades do ABC. Segundo Pinheiro, a Prefeitura subsidiará essa ajuda de custo.
Embora leve mais tempo para execução, por conta de investimentos e processos de licitação, a instalação de um sistema integrado de monitoramento, triplicando o número de câmeras existente na cidade (cerca de 60, atualmente) também está entre os planos de Pinheiro para 2013.
Ainda de acordo com o vereador, não haverá grandes mudanças para a GCM local. “Temos contingente suficiente de guardas civis e de viaturas. Ver como melhorar a funcionalidade da corporação será uma de nossas ações”, afirma.
A peça orçamentária de São Caetano, para 2013, estima pouco mais de R$ 15 milhões para a Segurança. O montante representa cerca de 1% do Orçamento Municipal, e deve ser ampliado após Pinheiro assumir o Paço.
Fonte: http://www.reporterdiario.com.br

POLICIA CIVIL PRENDE SUSPEITOS DE MATAR POLICIAL DO BATALHÃO DE CHOQUE

"Polícia Civil capta telefonema, evita morte de Policial Militar da Rota e prende dois em São Paulo"
A Polícia Civil descobriu, por meio de escutas telefônicas, o plano de execução de um soldado da Rota e conseguiu avisar a potencial vítima antes que ela fosse atacada, na Zona Sul de São Paulo. O caso foi revelado nesta quarta-feira (14), após a prisão de dois suspeitos do assassinato de dois policiais militares em outubro na capital.

Delegada desafia PCC e ataca o secretário Delegada de Sorocaba adesiva carro para criticar postura inerte da Segurança Pública contra violência




Indignada com a postura da Secretaria de Segurança Pública sobre os incidentes que aterrorizam a capital paulista, uma delegada de Sorocaba - que optou por manter sua identidade em sigilo - pagou para adesivar uma grande frase no vidro traseiro do seu veículo, na tarde de ontem: “Vem PCC tô facinha pra você! Se o secretário de segurança não tá nem ai, eu me preocupo. Poupe pais, mães de família e o coitado do povo inocente.”
A delegada disse ao BOM DIA que tomou esta atitude após a confirmação do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmar, no início da tarde de ontem, que não tem plano de trocar o comando da Segurança Pública, mesmo após a crise que matou mais de uma centena de pessoas na região metropolitana. “Não tem nenhuma alteração”, afirma.
Constatação 
A delegada atua na Polícia Civil há 23 anos. “Negar que a onda de violência existe e está chegando em Sorocaba é o mesmo que dizer que Papai Noel existe”, destaca. Com o ato de protesto, ela espera que mais pessoas decidam romper o silêncio e se manifestar contra a atual situação do Estado.
“A cegueira nas atitudes do secretário de segurança pública perante aos atos criminosos é inadmissível”, avalia. Além disso, ela afirma que existem denúncias de ameaças de bombas contra companhias da Polícia Militar e Distritos Policiais. “Não me conformo com este caos”, desabafa.
Pela Vida 
Explicando a frase escolhida para estampar o vidro de seu carro, a delegada afirma que não suporta mais ver pessoas inocentes morrendo na guerra da capital. “Eu me importo com o povo do meu Estado. Gostaria que o secretário de segurança se importasse da mesma maneira”, diz.
Para resolver a questão que ameaça a se espalhar pelo interior de São Paulo, a delegada ressalta a importância da valorização do serviço de inteligência da Polícia Civil que, segundo ela, é capaz de detectar os reais ‘donos do tráfico’ e membros de facções criminosas. “Violência só gera violência, não é assim que se ataca bandidos. Criminosos são combatidos com inteligência”, avalia. A mesma conclusão foi tirada pelo especialista em segurança pública e professor universitário Gustavo Barata, na edição publicada pelo jornal BOM DIA de sexta-feira.
A delegada finaliza seu depoimento avaliando seu próprio trabalho: “graças a Deus nunca precisei matar ninguém durante toda minha carreira, sei que corro o risco de sofrer retaliação pelo meu desabafo e, por isso, espero contar com o apoio da imprensa, isso se o PCC (Primeiro Comando da Capital) não me pegar primeiro.”
Entrevista de especialista fundamenta visão de delegada
Respondendo as perguntas do BOM DIA, o professor universitário, doutor em direito e especialista em segurança pública Gustavo Barata chegou a mesma conclusão que a delegada: é preciso integrar as forças policiais e valorizar o setor de inteligência da Polícia Civil. Confira trechos da entrevista:
Em Sorocaba, 90% dos pontos de venda de drogas pertencem ao PCC. O comércio de entorpecentes é a principal fonte de renda da facção atualmente. Como é possível combater isso?
A palavra-chave é inteligência. A investigação é muito importante para identificar os reais causadores dessa conduta. Sem esse trabalho, as prisões serão esporádicas, de pequenos traficantes. O trabalho da Polícia Civil identifica os reais fornecedores e distribuidores das drogas, denominados ‘grandes traficantes’. Porém, o trabalho investigativo precisa ser completo, com escutas telefônicas e determinação de pontos de lavagem de dinheiro. Tudo isso acaba convergindo para o combate efetivo e prisões dos criminosos. Por isso, as forças policiais precisam trabalhar de forma integrada.
O fato de o Governo do Estado negar a existência do PCC contribuiu para o fortalecimento da facção?
Claro. Se você nega que algo existe, você não atua e, com isso, aquilo cresce ainda mais. Essa negativa fez com que a facção criminosa se tornasse algo imenso, sem o comando do Estado perceber.
Boatos de mudanças não são desmentidos por assessoria
Na manhã de ontem, um boato de que o Secretário de Segurança Pública Antônio Ferreira Pinto poderia deixar o cargo tomou conta da internet e, principalmente, das redes sociais.
Ao menos 90 policiais foram assassinados no Estado em 2012. Dados da Secretaria de Segurança Pública mostram um crescimento de 102,82% no número de vítimas de homicídio no mês de setembro, só na capital paulista, em comparação ao mesmo período do ano passado. Em todo o Estado, o aumento foi de 26,71% no mesmo período.